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Patagonia

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Não há uma única Patagônia, mas muitas. Está a Patagônia das montanhas de picos nevados, os bosques centenários de lariços e os lagos de água irrealmente cristalina. E também a Patagônia de quilômetros e quilômetros de desertos, povoados longínquos e estradas vazias. A Patagônia marinha, com alcantis e baleias que chegam do Norte uma vez por ano, para terem suas crias, e a das geleiras milenares que, quando quebram, soam como explosões.

Com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados –oito vezes o tamanho da Inglaterra– a Patagônia é grandiosa e inabrangível, um território que compreende 5 províncias argentinas e que maravilha os viageiros que chegam do mundo inteiro para admirarem suas paisagens mais surpreendentes, como a Geleira Perito Moreno, o Cerro Fitz Roy ou o Cerro Catedral (o maior centro de esportes de inverno da América Latina).

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Um pouco de história: Embora haja registros que indiquem que tem havido presença humana desde mais de 10 mil anos atrás, quando os europeus chegaram à região, encontraram-na pouco povoada: povos indígenas –mapuches, huarpes e selknam– se espalhavam pelo território que ainda hoje continua bastante desabitado (a média é de 2,2 habitantes por quilômetro quadrado). Desde o século XIX, naturalistas se dedicaram a explorar sua riqueza. Um dos mais famosos foi Charles Darwin, que percorreu o litoral e as montanhas da Patagônia, a fim de estudar sua fauna e seus animais, entre os quais se encontram raposas, condores e guanacos.

É a região estrela da Argentina, com paisagens de cartão postal de cortar a respiração. Montanha, mar e geleiras: uma amostra dos tesouros naturais que a tornam única


De leste a oeste, cinco lugares imprescindíveis da Patagônia


Península de Valdés: baleias e inúmeras aves

Considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a Península de Valdés –situada na província de Chubut sobre o litoral do Oceano Atlântico– é um santuário natural e um dos principais lugares para a observação de baleias do mundo. A cada ano, mais de 2.000 baleias-franca-austral chegam para terem e criarem seus filhotes. Além do mais, é possível ver lobos-marinhos, elefantes-marinhos, pinguins, toninhas e uma grande variedade de aves. Puerto Pirámides, um pequeno povoado boêmio, com alguns restaurantes e hotelzinhos sobre a praia, é o único assentamento importante da zona e o lugar do qual parte a maioria dos barcos para fazer observação de baleias: os cetáceos, que chegam a medir 16 metros, são amigáveis e pulam, nadam e levantam suas nadadeiras a metros dos viageiros.

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Puerto Madryn, a só 100 quilômetros, mas já fora da península, é uma cidade maior e bem preparada para receber turistas. Entre seus destaques estão a praia El Doradillo –um ótimo lugar para continuar fascinando-se com as baleias–, os batismos de mergulho e a imperdível excursão para nadar ao lado dos lobos-marinhos. De Puerto Madryn também é possível fazer viagens de um dia pela zona, por exemplo, ao povoado Gaiman, fundado por colonos galeses e famoso por suas casas de chá e seus deliciosos bolos.

Quando ir? A temporada de baleias é de junho a dezembro, porém, setembro e outubro são os meses em que se observa uma maior quantidade.


Ushuaia: o fim do mundo e além dele

"Ushuaia, fim do mundo, princípio de tudo" é o lema desta cidade visitada por turistas do mundo inteiro. Capital da província de Tierra del Fuego, está localizada sobre a baía Ushuaia e rodeada pelos Andes fueguinos. No inverno, seus dias têm luz solar por apenas umas poucas horas, mas, no verão, durante a maioria do dia (até 18 horas de luz). Entre suas atrações estão o esqui no Cerro Castor, o passeio de barco pelos canais, o trem do fim do mundo e as excursões a fazendas e ao antigo presídio do fim do mundo (transformado em museu no ano 1994). Passear de trenó e comer santola –uma espécie única no mundo– ou cordeiro patagônico também faz parte da diversão.

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Quando ir? Há atividades durante o ano inteiro.


Parque Nacional Los glaciares (As Geleiras): gelos milenares e aventura

Na província de Santa Cruz, bem no sul, estão as mais imponentes geleiras da Argentina. A cidade de El Calafate é o ponto de partida para explorá-las e para contratar a maioria das excursões: trekking, escalada em gelo, passeios de barco ou percursos por antigas fazendas que guardam histórias dos moradores da região (a maioria deles, vindos da Europa). Todos os dias há possibilidade de uma aventura diferente. A 4 horas de carro ou de ônibus a partir de El Calafate se encontra um outro imperdível da região: o pequeno povoado El Chalten –conhecido como “a capital argentina do trekking”–, um paraíso para os amantes das caminhadas por trilhas, que podem andar entre montanhas, arroios, cascatas e impactantes vistas do Cerro Fitz Roy, um dos cartões postais mais famosos da Patagônia Argentina.

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Quando ir? De outubro a abril para aproveitar a maioria das excursões (no inverno, o clima é hostil e muitos passeios estão fechados).


Bariloche, Villa La Angostura, San Martín de los Andes: as cidades mais lindas

Embora estejam em províncias diferentes (Bariloche e Villa La Angostura em Rio Negro, San Martín de los Andes em Neuquén) são três das cidades mais encantadoras da Patagônia, localizadas em cenários majestosos. Visitadas tanto no verão quanto no inverno –cada uma conta com um centro de esqui–, elas oferecem o maior conforto para o viageiro: hospedagem, boa gastronomia e atrações a cada passo. A estrada dos 7 lagos –que atravessa os lagos mais lindos da região– é ideal para ser percorrida de carro e para se perder entre suas paisagens grandiosas. Das três cidades partem inúmeras rotas de trekking que, inclusive, permitem pernoitar em refúgios a 3 mil ou mais metros de altura. Em Bariloche, além do mais, há museus, hotéis históricos –como o Llao Llao– e uma divertida vida noturna.

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Quando ir? Há atividades durante o ano inteiro. Primavera-verão é a melhor época para fazer trekking.


Esquel: colonos e a pegada de antigos bandidos

A cidade de Esquel, na província de Chubut, é a porta de ingresso a um dos parques nacionais mais lindos da Patagônia: O Parque Nacional Los Alerces (Os Lariços). Trata-se de uma magnífica área protegida –de quase 200.000 hectares– que foi criada em 1937 e onde abunda o lariço, uma das árvores mais longevas do planeta. Além disso, conta com 9 lagos –entre os quais se destacam o Verde e o Futalaufquen–, cascatas, rios e geleiras em altura. Nos arredores de Esquel se encontra o adorável povoado Trevelin –é imprescindível visitar seu museu local–, fundado por colonos galeses. E a 137 quilômetros, Cholila, vila na qual o lendário bandido Butch Cassidy permaneceu escondido durante seus anos na Patagônia.

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Quando ir? É possível visitá-la durante o ano inteiro, embora suas paisagens possam ser melhor desfrutadas na primavera e no verão.

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