Arte em Buenos Aires: Os 6 museus mais importantes

Você gostaria de explorar o universo artístico portenho? Guia de coordenadas dos principais espaços de arte da cidade.

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Arte em Buenos Aires: Os 6 museus mais importantes

15 de Março

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Você gostaria de explorar o universo artístico portenho? Guia de coordenadas dos principais espaços de arte da cidade.

1- MALBA

Ele é o primeiro que você precisa visitar. O Museu de Arte Latino-americana se destaca tanto por seu patrimônio quanto por suas exposições temporárias, sempre convocadoras, multitudinárias e cosmopolitas. Inaugurado em 2001, sua coleção permanente possui em torno de 500 obras de arte contemporânea, pertencentes a Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Antonio Berni, Diego Rivera e Lygia Clark, entre outros artistas destacados. Em suas salas já foram expostas as obras de Andy Warhol, Mapplethorpe e Lichtenstein, bem como o trabalho de Yayoi Kusama, Mario Trestino e David LaChapelle.

Malba

Durante a visita é conveniente admirar a beleza da construção, surgida de um concurso internacional. No museu, além do mais, funcionam uma sala de cinema, uma confeitaria, uma loja de presentes e uma livraria. Não vá embora sem ver quatro de suas obras-primas: Abaporu, de Tarsila do Amaral; Autorretrato com Papagaio, de Frida Kahlo; o Retrato Cubista de Ramón Gómez de la Serna, de Diego Rivera; e A manifestação, de Antonio Berni. O museu abre suas portas de quintas a segundas, das 12h às 20h. Nas quartas-feiras o museu fecha às 21h.www.malba.org.ar 





2- MNBA

Depois da visita ao Malba, a obrigação é caminhar alguns quarteirões em direção ao centro da cidade e percorrer o Museu Nacional de Belas-Artes, que oferece uma maravilhosa coleção construída sobre à base de doações de famílias ilustres. Com um acervo de obras composto, maiormente, de arte europeia, a visita constitui uma grande oportunidade para contemplar obras originais de Degas, Modigliani, Gauguin, Picasso, Sisley, Manet e Rodin, por mencionar alguns autores-chave. O que não pode deixar de ver? A ninfa surpresa, de Manet; O despertar da criada, de Eduardo Sívori; La vuelta del malón, de Ángel Della Valle e Mulheres indolentes, de Guttero, junto com as guerras pintadas por Cándido López. Você pode visitar o museu de terças a sextas, das 12.30h às 20.30h, e aos sábados e domingos, das 9.30h às 20.30h. O ingresso é livre todos os dias.www.mnba.gob.ar 


3- MNAD

Admirado de fora pela Avenida Del Libertador, o Museu de Arte Decorativa de Buenos Aires é, na verdade, um belíssimo palácio de estilo neoclássico francês que alguma vez pertenceu à família Errázuriz. Porém, e apesar de muitos serem clientes costumeiros do restaurante do local –Croque Madame–, poucos sabem que o iluminismo pertence só à fachada e que seus interiores remetem a estéticas medievais espanholas obscuras e assustadoras. Mas o importante é que em seu catálogo podem ser apreciadas obras invaloráveis, como uma do Greco, uma adorável coleção de miniaturas, gobelinos, tapetes e fantásticos móveis, além de uma série de retratos dos Errázuriz realizados por Sorolla. É possível visitá-lo de terças a domingos, das 14h às 19h. www.mnad.org. Avenida Del Libertador, 1902.


4- Coleção Fortabat

O sul da cidade nos dá as boas-vindas no Pier 4 de Madero Este, onde se ergue o prédio que resguarda a coleção de arte Amalia Lacroze de Fortabat. Na hora de batizar a galeria, a empresária multimilionária resolveu evitar o conceito de museu, embora, na prática, funcione como um deles. Antes de iniciar o percurso, é preciso admirar a arquitetura. Destaca-se um teto em arco, feito com vidro e aço, que rodeia uma das margens da construção e que permite controlar o ingresso de luz natural através de um sofisticado sistema de pára-sóis localizados no exterior da abóbada de vidro. Sob o teto se encontram os quatro níveis nos quais estão expostas as mais de 200 obras de diversos estilos, países e épocas que foram adquiridas por quem fora sua dona, falecida em 2012. Rodin, Warhol, Dalí, Chagall, Renoir, Miró, Berni, Quinquela Martín, Pérez Celis, Soldi e Xul Solar, entre outros nomes, fazem parte de seu catálogo. Os imperdíveis do percurso são Juliet and her nurse de Joseph Mallord William Turner; La tropilla de Fernando Fader e o retrato de Amalia, assinado por Andy Warhol. O museu permanece aberto de terças a domingos, das 12h às 20h. www.coleccionfortabat.org.ar. Olga Cossettini, 141

COLEÇÃO FORTABAT





5- MAMBA

Também na zona sul da cidade, no bairro de Barracas, o Museu de Arte Moderna de Buenos Aires oferece um percurso através da vanguarda artística argentina, desde os anos quarenta até a atualidade, tanto de artes plásticas quanto de fotografia e design. Ele foi criado em 1956 e reinaugurado em 2010, depois da revalorização do prédio original: uma construção inspirada na arquitetura inglesa do século XIX, caracterizada por sua estrutura de ferro, suas grandes esquadrias e sua fachada de tijolos. Ele conta com um panorama de artistas internacionais consagrados, como Matisse, Picasso, Miró, Kandinsky e Mondrian que, na verdade, vêm contextualizar a obra de referentes dos movimentos artísticos nacionais: Pettorutti, Xul Solar, Berni, Polessello, Seguí, Macchi e Kuitca por mencionar alguns dos nomes que formam o patrimônio de um museu novo com história. Ele pode ser visitado de terças a sextas, das 11h às 19h e aos sábados e domingos, das 11h às 20h. Avenida San Juan, 350. www.museos.buenosaires.gob.ar

Mamba


6- MACBA

Sua fachada envidraçada supermoderna contrasta com a de seu vizinho imediato: o prédio em que o MAMBA funciona. O Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires é dedicado exclusivamente a exibir obras de estilo abstrato e geométrico, pertencentes àquilo denominado de arte ótica e cinética, um movimento com uma forte influência em terras argentinas. O espaço alberga a coleção privada de Aldo Rubino –o maior broker de banca privada do Wells Fargo Bank– composta de uma ampla série de obras em que a abstração e a geometria são protagonistas. Há peças de Gyula Kosice, Julio Le Parc, Luis Tomasello que convivem com alguns dos mestres da corrente abstrata internacional como Victor Vasarely, Walter Leblanc e Mack Heinz, entre as dezenas de nomes que aparecem em seu catálogo cheio de cores e formas. O museu abre de segundas a sextas, das 12h às 19h e aos sábados e domingos, das 11h às 19.30h. www.macba.com.ar 





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