A pé: sete ruas portenhas que vale a pena descobrir

Arquitetura, natureza, história, arte ou compras. Buenos Aires propõe breves percursos por ruas, travessas e avenidas –de poucos quarteirões– para aperfeiçoar a arte de passear pelas ruas sem rumo fixo.

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A pé: sete ruas portenhas que vale a pena descobrir

12 de Novembro

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Arquitetura, natureza, história, arte ou compras. Buenos Aires propõe breves percursos por ruas, travessas e avenidas –de poucos quarteirões– para aperfeiçoar a arte de passear pelas ruas sem rumo fixo.

AS MAIS CONHECIDAS: CLÁSSICAS E CHARMOSAS

AVENIDA ALVEAR

Ela constitui uma das melhores amostras do ímpeto parisiense de Buenos Aires. Construídas segundo os critérios do estilo acadêmico francês, as mansões que alguma vez foram moradias, são hoje prédios de hotéis, sedes de clubes e embaixadas estrangeiras. O percurso pode começar na Praça França e continuar com a visita obrigada ao Hotel Alvear (Av. Alvear, 1891). Depois da Rua Callao, a dica é dar uma volta pelo Palácio Duhau (Av. Alvear, 1661) e terminar o passeio em uma das travessas com mais reminiscências francesas da cidade de Buenos Aires: a pracinha bordeada pela interseção das ruas Alvear, Arroyo, Libertad e Cerrito.

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ARROYO

Entre Carlos Pellegrini e Esmeralda. Atravessar a Rua 9 de Julio é como passar por uma fronteira. É por isso que, embora a Rua Arroyo seja quase a continuação da Rua Alvear, ela merece um lugar à parte nesta lista. Se do outro lado da curva que marca seu percurso houvesse sido instalada uma torre Eiffel, a recriação de Paris seria perfeita. Por sorte, isso não foi feito. Em compensação, Arroyo constitui um passeio de quatro quarteirões que pode durar uma tarde inteira, graças a suas inúmeras galerias de arte, lojas de design e de antiguidades. Para fazer uma pausa culinária tem o Hotel Sofitel (Arroyo, 841), o restaurante Farinelli (Arroyo, 900), ou o bar na moda Florería Atlántico (Arroyo, 872).

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JUANA MANSO

Para conhecer o verdadeiro ritmo do Puerto Madero, um dos bairros mais jovens da cidade, é conveniente entrar em alguma de suas ruazinhas da parte chamada de Madero Este. A cinco minutos do alvoroço do Microcentro, a Avenida Juana Manso honra seu distinto sobrenome. São treze quarteirões que atravessam a zona, pintando uma paisagem tão impecável quanto desconcertante. De um lado, há prédios moderníssimos de alturas amigáveis; do outro, parques e praças com alguns arranha-céus no horizonte. Mais longe, o rio e a reserva ecológica. Você se imagina, caminhando pelo planeta Marte do Ray Bradbury? Bom, a mesma coisa acontece no silêncio de Puerto Madero.

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AS MAIS SECRETAS: JOIAS QUE SÓ OS MORADORES CONHECEM

MELIÁN

Muitas pessoas dizem que ela é a rua mais linda de Buenos Aires. Na verdade, todo mundo fica fascinado com a beleza de seu túnel de árvores–tipuanas– de até vinte metros de altura, que se estende da Rua Olazábal até a Rua La Pampa no charmoso bairro de Belgrano R (“R” de residencial). Trata-se de um percurso de seis quarteirões em que convivem natureza, paralelepípedos e uma requintada arquitetura. É que Melián é uma avenida, mas diferente das outras: ela tem calçadas largas, casas e mansões de estilo inglês e a elegância própria de pertencer ao principado de Belgrano R. Se você visitar a cidade no verão, poderá desfrutar de seu microclima de cinco graus a menos no ar.

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PASAJE (TRAVESSA) BOLLINI

Muito perto do shopping Alto Palermo (Av. Santa Fé, 3253), os dois quarteirões que formam o Pasaje Bollini –da Rua Pacheco de Melo até a Rua French– convidam você a se desviar do passeio de compras e caminhar sem pressa por suas calçadas estreitas que só permitem a passagem de uma pessoa por vez. A memória da paisagem guarda histórias de malandros e de brigas com facões, porém, hoje tem se tornado um passeio boêmio e cultural. Ali, você pode tomar café no elegante bar “La Dama de Bollini” (Bollini, 2281), onde são organizados concertos de tango ou de jazz, amostras de arte ou encontros de poesia. Imperdível: Preste atenção à luz, digna de um quadro que faz com que a paisagem da manhã mude completamente à tarde.

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BULEVAR CASEROS

A Avenida Caseros é comprida, porém, aconselhamos um passeio de só duas –maravilhosas– ruas. Atrás do Parque Lezama, onde fica o Museu Histórico Nacional (Defensa, 1600), inicia a Avenida Caseros, um cartão postal da cidade, renovado no ano 2007, quando ela foi transformada em bulevar com faróis e arvoredos. Embelezada por seus prédios antigos, a zona se tornou um pólo gastronômico que lhe dá um toque cosmopolita com vários restaurantes em menos de 100 metros. Toldos, guarda-sóis, mesas e luzinhas de cores transformam esses dois quarteirões em um dos percursos mais atraentes da cidade.

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PASAJE LANÍN

Com as fachadas cheias de vidros, azulejos e mosaicos venezianos, obra do artista Marino Santa María, esses quatro quarteirões estreitos e com paralelepípedos –entre as ruas Suárez e Brandsen– constituem o percurso mais alegre e colorido do bairro de Barracas. A história conta que Santa María restaurou a fachada de sua casa com a técnica do mosaicismo e que seus vizinhos gostaram tanto que lhe pediram uma reprodução do trabalho também nas fachadas de suas casas.

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BY CECILIA ACUÑA

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