A Paris da América do Sul: os 10 palácios portenhos que você precisa conhecer

Não há outra cidade no continente na qual convivam tantas –e tão impressionantes– mansões de estilo francês, que, no início do século vinte, construíram a ideia de Buenos Aires como a Paris da América do Sul.

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A Paris da América do Sul: os 10 palácios portenhos que você precisa conhecer

13 de Fevereiro

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Não há outra cidade no continente na qual convivam tantas –e tão impressionantes– mansões de estilo francês, que, no início do século vinte, construíram a ideia de Buenos Aires como a Paris da América do Sul.

1 Palácio Paz

Na frente da Praça San Martín (no bairro de Retiro), você vai encontrar várias construções admiráveis. A sede do Círculo Militar Argentino ou Palácio Paz se encontra ali: uma mansão que, quando foi inaugurada em 1912, estava destinada ao uso familiar. Localizada na Avenida Santa Fé, 750, o prédio de estilo francês ocupa doze mil metros quadrados, possui 35 quartos e 18 banheiros. Sua majestade era tamanha que, durante uma visita a Buenos Aires, George Clemenceau (primeiro-ministro da França no início do século XX) disse que seria necessária “pelo menos a corte de Luís XVI” para preenchê-lo. Seu dono, José Camilo Paz, nunca chegou a conhecê-lo porque faleceu em 1912, justo antes do palácio ficar terminado. Além de sua esplêndida fachada se destacam a Galeria de Honra e o Salão de Baile. Hoje, seus espaços são alugados para festas de casamento ou eventos empresariais.

As visitas guiadas são realizadas de quartas a sábados, às 11h, e de terças a sextas, às 15h. Nas quintas, às 15.30h, são oferecidas visitas guiadas em inglês. Avenida Santa Fé, 750. Retiro.


2 Palácio Errázuriz Alvear

Trata-se de uma das poucas mansões abertas ao público devido a que, hoje em dia, ali funciona o Museu de Arte Decorativa. De fachada francesa, o palácio foi desenhado pelo arquiteto René Sergent, de acordo com as instruções do diplomático vasco-chileno Matías Errázuriz Ortúzar e sua esposa, Josefina Alvear. Contam que a família inaugurou a casa –em 1917– com um baile de gala que foi lembrado pela alta sociedade portenha da época. Grande parte do mobiliário que atualmente faz parte da exibição do museu foi comprada pelo casal durante sua estadia na França, em tempos da primeira guerra.

As visitas guiadas são temáticas. Para consultar dias e horários: www.mnad.org. Avenida del Libertador, 1902, Palermo.

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3 Palacio Duhau

Convertido em um hotel cinco estrelas –o Duhau Park Hyatt– você poderá conhecer seus interiores se tiver a sorte de se hospedar em algum de seus luxuosos apartamentos ou, talvez, se fizer uma reserva para ir comer ou tomar um coquetel em seus espaços gastronômicos abertos ao público. Inspirado em um castelo francês, o Chateau Du Marais, o palácio foi edificado na década dos anos ´30 pelo arquiteto León Dourge para a família Duhau. Não deixe de visitar o terraço com vistas a seus esplêndidos jardins com degraus sobre o relevo natural do barranco.

Avenida Alvear, 1661, Recoleta.

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4 Palácio Bosch

Quando, em 1910, Ernesto Bosch e sua esposa se instalaram em Buenos Aires – depois de uma estadia na França como embaixadores argentinos– quiseram construir sua moradia em Palermo, uma área que, naquela época, era considerada como os subúrbios da cidade. Como todos os ilustres da época, os Bosch não foram a exceção e pediram um palácio de estilo francês, rodeado de jardins, que foi inaugurado em 1918 na esquina de Libertador e Kennedy. Infelizmente, a família caiu em desgraça em 1929, devido à crise econômica mundial e a propriedade precisou ser vendida ao governo dos Estados Unidos que, atualmente, a usa como moradia para seu embaixador.

Avenida del Libertador, 3502, Palermo.


5 Palácio Pereda

O Palácio Pereda está localizado sobre o primeiro quarteirão da Avenida Alvear, chamado alguma vez de La bella vista (A bela vista), devido a suas múltiplas mansões e palacetes. Faz parte de um dos cartões postais mais franceses da cidade: está localizado em torno da pracinha Carlos Pellegrini, onde nasce a rua Arroyo, junto com a sede do Jockey Club e o ex Palácio Ortiz Basualdo (hoje sede da Embaixada da França). Inspirado no museu Jacquemart André de Paris, o Palácio Pereda funciona atualmente como a moradia do embaixador do Brasil na Argentina. Junto com a embaixada brasileira em Roma, a localizada em Buenos Aires é uma das preferidas dos brasileiros no mundo.

Arroyo, 1130, Retiro.

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6 Palácio San Martín (Anchorena)

Além de mandar construir a basílica do Santíssimo Sacramento, Mercedes de Anchorena construiu, antes, seu próprio palácio, em 1905, do outro lado da Praça San Martín. Atualmente, a residência é sede Cerimonial da Chancelaria. Na verdade, o palácio é formado por três mansões unidas por um grande pátio, tudo inspirado no classicismo da belle epóque.

As visitas guiadas são realizadas nas quintas, às 15h, em espanhol, e às 14.30h, em inglês. Arenales, 761, Retiro.

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7 Palácio Ortiz Basualdo

Ele esteve prestes a desaparecer quando, no final dos anos ´70, quase foi demolido com o intuito de construir a avenida 9 de Julio em linha reta, mas sobreviveu, graças aos protestos dos vizinhos e do governo francês. Porém, por que a França? Porque a mansão é, desde 1939, a sede de sua embaixada na Argentina. Não faz falta esclarecer sua óbvia arquitetura francesa, encomendada pelos esposos Daniel Ortiz Basualdo e Mercedes Zapiola, onde se destacam o pórtico circular e a cúpula da esquina que aparecem sobre a pracinha Carlos Pellegrini.

A embaixada abre suas portas só uma vez por ano, durante algum final de semana de setembro. Cerrito, 1399, Retiro.

 

8 Palácio Álzaga Unzué

Dizem que esta imponente residência foi o presente de casamento que seu dono, Félix de Álzaga Unzué, fez a sua mulher, Elena Peña. O ilustre casal se casou em 1916 e se mudou para a mansão, que só foi terminada em 1920. Eles não tiveram filhos, mas moraram ali com muitos cachorros e aves. Hoje, funciona como parte do hotel Four Seasons e é um dos escolhidos pelas celebridades internacionais em sua passagem por Buenos Aires. Localizado no último trecho da Avenida 9 de Julio, o palácio se corresponde com a arquitetura eduardiana e se destaca pelo uso de tijolo a olhos vistas na fachada. Se quiser conhecê-lo por dentro, você precisará desembolsar uma pequena fortuna para pernoitar em um de seus apartamentos.

Cerrito, 1433, Retiro.

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9 Palácio de Águas Correntes

Impactante em seus exteriores, esta construção é pura casca: dentro dela só há um enorme reservatório de onde toda a cidade era abastecida de água no início do século vinte. Nem mármores de Carrara, nem lustres de cristal, aqui a única coisa que interessa é a estrutura da fachada: 130 mil tijolos esmaltados e 300 mil peças de cerâmica que chegaram de barco, importadas da Bélgica e da Inglaterra. No seu interior funcionam, hoje em dia, os escritórios da empresa fornecedora de águas da nação e o museu da água e da história sanitária.

Riobamba 750, Balvanera. 

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10 Palácio Fernández Anchorena

Com um toque de art nouveau, esta mansão também coincide nas linhas francesas que se repetem ao longo da Avenida Alvear. Ela foi construída em 1907, encomendada por Juan Antonio Fernández e Rosa de Anchorena. Destaca-se pela enorme cúpula da fachada, enquanto seus jardins têm saída do outro lado do quarteirão, sobre a rua Posadas. Atualmente, pertence ao Vaticano e é a sede da Nunciatura Apostólica. Ali se hospedou João Paulo II durante suas duas visitas à Argentina.

Avenida Alvear, 1637, esquina Montevideo, Recoleta.

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