Sete dicas para se tornar gaúcho por um dia

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Sete dicas para se tornar gaúcho por um dia

17 de Novembro

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1. Vestir-se como eles

No seu papel de cavaleiro qualificado e nômade, que mora nos limites da cidade, antes de mais nada você vai ter que passar por uma talabartaria para adquirir cada uma das peças que o farão parecer um gaúcho contemporâneo. O que não pode faltar: bombachas de campo, camisa branca, lenço ao redor do pescoço, colete e faixa de couro com fivela de prata, chapéu ou boina em tons marrons, alpargatas ou botas e um bom poncho feito à mão. Você poderá encontrar tudo isso nas talabartarias como Cardón (Av. Alvear, 1750, Recoleta) e El Boyero (Florida, 953, Retiro), ou em feiras como a tradicional de Mataderos.


2. Ter um facão

Um autêntico gaúcho não pode deixar de ter um facão –ou faca. É que esta ferramenta é quase como a extensão de seu corpo, uma autêntica companheira fiel e indispensável. É usada para quase tudo: para se defender, para matar animais, para tirar-lhes o couro, para fazer peças de artesanato, para cortar lenha, para preparar a abóbora do chimarrão, para comer e para cortar carne… Onde conseguir um bom facão? Em algumas barracas da feira de San Telmo você pode encontrar diversas facas e facões originais de prata ou de metal-branco e com trabalho de joalheria. Também há facões artesanais em talabartarias tradicionais como El Nochero (no shopping Pátio Bullrich) e Arandú (Paraguay, 1257, Bairro Norte). Ou por que não comprar uma joia de coleção feita pelo joalheiro argentino Juan Carlos Pallarols (Defensa, 1094, San Telmo).

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3. Ler o clássico dos clássicos da literatura gauchesca

Aprenda o vocabulário de um gaúcho, seus costumes e seu estilo de vida no que poderíamos denominar o guia definitivo do homem do Pampa: o Martín Fierro. Escrito por José Hernández, trata-se de um livro de poesia do ano 1872 e é considerado a bíblia gaúcha. Se você prefere a narrativa, procure Dom Segundo Sombra, de Ricardo Guiraldes. Onde? Em qualquer livraria portenha.


4. Ser um gaúcho mais na Feira de Mataderos

Os gaúchos verdadeiros não se perdem nem um só domingo deste passeio formado por umas 450 barracas nas quais é possível ver e comprar peças de artesanato com desenhos gauchescos: cintos, rebenques, boleadeiras, cuias, ferraduras, ponchos e estribos… A proposta gastronômica é outra coisa imperdível: pratos típicos argentinos como pastéis, locro (guisado de carne, batatas e milho), choripán (sanduíche de salsichão), tamales (prato tradicional feito de uma massa à base de milho recheia, que pode ser cozida a vapor ou fervida em um invólucro de folhas de bananeira), churrasco e ensopados com os ingredientes mais diversos. À tarde, as coisas doces ocupam as barracas com tortas fritas e bolinhos. E para beber, não deixe passar essa oportunidade de experimentar o autêntico chimarrão argentino. Para amenizar o passeio há música folclórica tradicional ao vivo. Ganhe coragem e convide alguma linda moça com lenço, tranças e vestido típico para dançar. Depois do meio-dia, começam as “sortilhas”, um jogo gauchesco em que o cavaleiro tem que enfiar a lança em um aro suspenso de uma argola a três metros de altura, a toda velocidade e com o cavaleiro de pé sobre os estribos do cavalo. Aqui também se encontra o Museu Crioulo dos Currais que, com certeza, merece uma visita em plano gauchesco.





5. Comer churrasco

A carne é tudo na alimentação do gaúcho –e do argentino em geral. Portanto, para ser gaúcho por um dia, você é obrigado a almoçar ou jantar um churrasco exemplar. Em Buenos Aires há inúmeras churrascarias para escolher, como Las Nazarenas (Reconquista, 1132, Retiro), El Desnivel (Defensa, 855, San Telmo) ou La Cabrera (Cabrera, 5099, Palermo). Porém, se além de experimentá-lo você quer se tornar um especialista na prática de fazer churrasco, a Escola Argentina de Churrasqueiros oferece um curso intensivo de uma aula de quatro horas para aprender tudo sobre fogo, temperatura, tempos de cocção e cortes bovinos.





6. Cavalgar

Se sua ideia é conhecer a fundo o gaúcho e seu estilo de vida, com certeza já deve ter cogitado fazer um passeio por alguma das estâncias que se encontram nos arredores da cidade. Tome coragem e cavalgue, porque o cavalo é o melhor amigo do gaúcho e, sem interagir com um deles, a sua viagem ficará incompleta. Some-se a uma cavalgada, siga as ordens do instrutor e sinta o vento sobre a cara. A experiência é excitante e reflexiva ao mesmo tempo. É preciso experimentá-la. Se sua estância escolhida fica em San Antonio de Areco, não deixe de visitar o museu gauchesco Ricardo Güiraldes para aprender, a partir das bases, as pulperias (uma espécie de mercearia histórica) e as oficinas dos mestres prateiros do lugar.


7. Tocar violão em uma “peña folclórica”

Porque além de tomar chimarrão, desembainhar a faca e cavalgar, o gaúcho também dedica parte de seus dias a tocar o violão, fazer payadas (uma espécie de competição de músicas improvisadas na hora) e dançar o gato, o pericon ou talvez o malambo, danças típicas argentinas. Sua oportunidade de vivenciar esta faceta gaúcha está em alguma tradicional peña portenha, bares que, além de apresentar dança e música ao vivo, oferecem delícias da cozinha autóctone –pastéis, carbonada (um prato típico feito com moranga, milho, carne, batata doce e pêssegos secos), locro… Aquelas pessoas de espírito mais divertido, com certeza desfrutarão muito na Peña del Colorado (Güemes, 3657, Palermo); quem preferir algo mais tradicional e representativo, pode passar uma noite em Los Cardones (J. L. Borges, 2180, Palermo) e os fãs do ar livre encontrarão seu lugar em El Patio del Folklore no bairro Parque Patricios.

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