Uma noite para comer, beber e sentir-se como qualquer morador de Buenos Aires

The Argentine Experience propõe uma imersão na cultura e na gastronomia argentinas durante quatro horas. Aulas de cozinha de empanadas (pastéis), picada (petiscos), mate (chimarrão), carne e dicas para entender os portenhos.

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Uma noite para comer, beber e sentir-se como qualquer morador de Buenos Aires

15 de Abril

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The Argentine Experience propõe uma imersão na cultura e na gastronomia argentinas durante quatro horas. Aulas de cozinha de empanadas (pastéis), picada (petiscos), mate (chimarrão), carne e dicas para entender os portenhos.

Os convidados chegam às 7 e meia da tarde e, para ir entrando em confiança aos poucos, há uma rodada de coquetéis à base de Malbec, pisco, suco de lima-da-pérsia e de maçã. Depois vestem um chapéu e um avental e sentam à mesa. Assim começa uma noite única, na qual aprenderão como se prepara uma empanada, como deve ser pedido um bife, o que é o mate ou como se diz, sem abrir a boca: “Qué te pasa!” (uma gíria utilizada para perguntar algo assim como “Qual é a tua, cara?”).

Resumindo: um kit de sobrevivência básico para andar pelas ruas de Buenos Aires e conhecer, de perto, sua cultura, suas cumplicidades e seus segredos.

Buenos Aires

No ano 2011, três sócios e amigos criaram The Argentine Experience, que foi crescendo até se tornar o que é hoje em dia: uma proposta que convida mais de 7.500 viageiros por ano, de muitos lugares diferentes do mundo. “No início, foi pensado como um hobby para entreter amigos que vinham para a Argentina, era feito em um apartamento”, conta Alex Pels, gerente de The Argentine Experience. A novidade se espalhou tanto que começaram a chegar consultas de pessoas que eles nem conheciam e que queriam participar desta espécie de “batismo argentino”. “Precisamos nos mudar para um espaço em Palermo, na rua Fitz Roy com a Soler, ao qual só é possível vir com reserva prévia”.

No salão há duas mesas imperiais com capacidade para 28 pessoas. Depois do coquetel e o avental, a diversão começa. A primeira atividade é uma aula para aprender a cozinhar empanadas, ministrada por três guias –garçons que falam inglês e português. Depois de aprender as noções básicas para preparar uma boa empanada, os convidados são encorajados a fazerem suas próprias versões, soltando a sua criatividade para dar-lhes formas diversas.

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O passo seguinte tem forma de picada (um conjunto de petiscos típico na mesa dos argentinos). Os guias explicam por que ela é tão importante para os portenhos, enquanto convidam os presentes a experimentarem uma provoleta (queijo provolone grelhado), molejas (fatias da glândula timo na grelha) e linguiças. Cada especialidade vem acompanhada de seu próprio molho que inclui ingredientes como pimentão vermelho, torrontés e pimentão amarelo, a fim de dar-lhe um toque internacional à experiência. O vinho também é protagonista da noite: um torrontés, um blend e um viognier enchem as taças dos visitantes em diferentes momentos.

“Um dos momentos mais divertidos acontece durante a aula de gestos argentinos: mostramos aos presentes como é que se diz “Ojito” (Cuidado!”), “Qué te pasa” ou “Tenés cuiqui (Você está com medo)?”, conta Alex. O idioma de sinais é um bom preâmbulo para o clímax da noite: o prato principal. Uma imperdível peça do melhor lomo argentino (um corte de carne semelhante à picanha), acompanhado com verduras ao fogo. E também –é claro– há uma opção veggie para aqueles que o solicitem.

Buenos Aires

Na hora da sobremesa, a melhor opção é um dos doces mais argentinos. Os viageiros podem experimentar o clássico vigilante servido de duas formas: queijo cuartirolo e doce de batata e, também, combinado com doce de jacaratiá, que é, na verdade, madeira comestível. Vocês nem imaginam o susto dos presentes quando lhes contam a história desta planta missioneira!

O plano é se divertir e passar um bom momento

O final é amargo-doce porque inclui chimarrão e também alfajores de maizena, feitos por eles mesmos. Nessa hora, já são as onze da noite e os participantes já experimentaram um bom resumo do jeito de comer, de beber e de falar na Argentina. “Um dia, os artistas do Cirque Du Soleil vieram e começaram a dar cambalhotas no meio do salão”, lembra Alex.

Quando os convidados chegam em casa, eles já podem encontrar as receitas da noite nos seus endereços eletrônicos. A experiência acabou, porém, a sensação de ser um portenho por um dia dura para sempre.

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